Segurelha – erva aromática prima do alecrim

Olá leitoras,

Na culinária brasileira, o clássico alho e cebola carrega praticamente sozinho a responsabilidade de dar sabor aos diversos tipos de pratos, claro que  são super saborosos, mas é uma injustiça com as poderosas ervas aromáticas. Vocês  conhecem  ou  já ouviram falar na segurelha? Pois é, o nome não  é muito conhecido,  mas  é uma erva aromática que  agrega um delicioso sabor na elaboração de alguns pratos.

Sempre que estou cozinhando, fico pensando  se aquilo que estou preparando pode  render  um tópico bacana e interessante para postar  aqui no blog. Especialmente essa semana eu cozinhei muito, como havia comentado, estávamos com uma visita querida, que passou uma semana conosco, hoje pela manhã ela foi embora,  e então vai sobrar mais tempo para dar atenção ao blog que eu tanto amo, e um dos assuntos escolhidos foi temperos e ervas aromáticas.

Como a segurelha despertou a curiosidade da minha visita, que nunca havia falado desse “tempero” como ela mesma disse, eu resolvi mostrar para vocês, já que faz mais de 20 anos que ela faz parte de minhas aventuras culinárias.

5O nome dela soa estranho, é parente do alecrim e do tomilho, dizem que ela fresca  é muito aromática, lembra um pouco a lavanda e a maçã e tem um um ligeiro sabor a menta. Eu sempre comprei ela seca ( como a que está no pratinho na foto abaixo)

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Nos anos 90, eu e uma das minhas irmãs, nos  aventuramos no ramo  do comércio, e abrimos uma Rotisserie, foi então que um casal que já estava no ramo há algum tempo, nos passou a receita de um tempero muito especial, e na listinha constava: Segurelha. A primeira sensação é de estranhamento pelo próprio nome, fomos até o mercado Municipal e compramos, acreditem, ela fez toda a diferença, a clientela aprovou nosso tempero, e nós também!   

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Imagem daqui

Pesquisei e descobri mais sobre a segurelha:

  • Ela é originária da zona mediterrânica
  • Os romanos já a usavam antes dos pratos picantes orientais e foram eles que a levaram para a Inglaterra nos tempos dos Césares. Os romanos faziam molho de vinagrete e segurelha.
  • Hipócrates cita as propriedades medicinais desta erva em seu manuscrito. A segurelha é recomendada para quem precisa evitar o sal, pois suas folhas têm um aroma forte que tempera a comida.
  • Sugestão de uso: Muito utilizada em carnes recheadas, tomates ao forno, pizzas e grelhados.
  • Pode ser utilizada misturada a especiarias ou sozinha. É um tradicional aromatizante para trutas.

Como se não bastasse gostar da erva, me apaixonei pelas  suas flores, olhem só que delicadeza:

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Eu tenho  verdadeira paixão por temperos e ervas, esse assunto  ainda orá render muitas postagens,  pois temos uma infinidade de ervas deliciosas como o endro, a sálvia, o tomilho e etc. Em outra oportunidade vou  contar para vocês como conheci a salicórnia, uma erva oriunda de Portugal, elas nasce nas salinas, mas a maioria dos portugueses desconhecem.

Essa prosa fica para uma outra oportunidade. Espero que tenham gostado da segurelha, se ainda não conhecem, experimentem e depois me digam se gostaram.

Obrigada pela visita.

Verônica 

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Receitinha de Scone – Será ele o pão de minuto escocês?

Hoje o dia está propício para um chá quentinho com um pãozinho bem gostoso! Eu descobri esse pãozinho que é  de origem escocesa, mas que hoje é muito popular em diversos países.  Eu já havia experimentado na versão  doce, com passas  e gotas de chocolate  no meio da massa,  a versão salgada eu vi lá no Quintal e adorei!

A Fernanda,  comentou que ” ele fica aerado, leve, crocante por fora e salgadinho na medida certa. Fica ótimo com um pouco de requeijão ou cream cheese”. Deve mesmo ficar uma delícia! No fim de semana eu irei experimentar, depois conto para vocês!

Vou colocar as fotos e a receita dela para vocês!

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Ingredientes

  • – 250g de farinha de trigo (e mais um pouco para polvilhar e abrir a massa)
  • – 50g de manteiga sem sal gelada (picada em cubos)
  • – 125g de queijo gruyère ralado (guarde um pouco para colocar por cima depois)
  • – 1 colher de sopa de mostarda dijon
  • – Tomilho fresco (tirar as folhas do cabo. Usei um punhado de folhas, não tem muita medida. Coloque o quanto quiser)
  • – 150 ml de leite
  • – 1 colher de sopa de fermento para bolo
  • – 1 colher de chá de sal
  • – 1 colher de chá de pimenta caiena

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Pré-aqueça o forno a 200C.

Em um recipiente, misture a farinha, o sal, a pimenta e o fermento. Adicione a manteiga em cubos e com a ponta dos dedos vá incorporando na farinha. Em outro recipiente misture o leite e a mostarda. Acrescente a mistura de farinha e também acrescente o queijo e o tomilho. Misture tudo até formar uma massa. Transfira para uma superfície enfarinhada e amasse rapidamente. Não trabalhe demais a massa. O Scone tem que ficar com pedacinhos de manteiga no meio da massa.

Abra a massa com um rolo e corte com um molde redondo (pode ser até com a boca de um copo, qualquer coisa redonda). A espessura depende se tu gosta mais alto ou mais baixo. Eu não gosto de muito alto por isso faço mais baixinho. Coloque os discos em uma assadeira (não precisa untar) e coloque um pouco de queijo gruyère por cima. Deixe um espaço bom entre eles, pois crescem. Leve ao forno por 12 a 15 minutos. Sirva quentinhos e crocantes com um pouco de requeijão ou cream cheese. Também deve ficar uma delícia com manteiga e geléia.

Se sobrar para o dia seguinte, sugiro borrifar um pouco de água e aquecê-los no forno, pois eles ficam com aspecto de amanhecido, assim como qualquer pão.

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Será que sobra para o dia seguinte? Acho que não!!!

Vamos fazer pessoal? Pela aparência deve ficar delicioso! Como irei fazer só no fim de semana, irei me contentar com o pãozinho de queijo da padaria mesmo!

Beijos em vcs!

Verônica